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sexta-feira, 16 de março de 2012

6/15 – Vida longa

Para o yogue, a passagem do tempo não é medida em anos, mas em números de inspirações e expirações que a pessoa faz ao longo da vida. “Quanto maior a capacidade respiratória de um individuo, menor o numero de respirações que ele faz por minuto. Isso significa que, entre uma respiração e outra, o ar está sendo saboreado e absorvido de maneira adequada”, resume Anna Ivanov, professora do Centro de Estudo de Yoga Narayana, de São Paulo. Por isso, os exercícios respiratórios (pranayamas) são tão importantes quanto as posturas e a meditação.
Bons Fluidos – maio/2009


Respirar é essencial...afirmação liquida e certa, apesar de na maioria do tempo de vida dos seres humanos estes nem se lembrarem que existe o ato de respirar...”é automático”, dizem, mas, óbvio! Sem respirar morremos.
Nos lembramos desta necessidade na ocasião de uma resfriado, de algum distúrbio respiratório, na ocasião de uma bronquite, de uma asma – estou exagerando?!?!?!
As palavras acima são para destacar o fato de que passamos pela vida sem ao menos nos lembrarmos de que respiramos e que se nosso corpo não adoece, não colocamos atenção nele – quando falo nós, quero dizer, a grande massa humana.

Passado o “piti”...rsrs vamos ao que interessa:
Na minha primeira formação um dia enquanto lanchávamos, perguntei ao Deni (meu querido professor) sobre a minha permanência em um determinado asana: poderia ser de umas 13 respirações? Fiz esta pergunta porque nas minhas práticas, tentava calcular o minuto ou ½ minuto de permanência através das minhas respirações.
A resposta dele foi, no mínimo, intrigante: Depende, respiração de yogue ou de não yogue? Percebi ali minha inexperiência - somos sempre inexperientes, mas naquele momento o autoconhecimento teve uma valor acrescentado = sou realmente inexperiente, preciso melhorar .
Em seguida o Deni acrescentou, entre outras informações interessantíssimas, que a respiração yogue é lenta e profundo afim de captar muito mais prana (energia vital) e esta conversa passou a fazer parte do ensinamento todo que estamos recebendo no decorrer do caminho.
********Pranayama consiste em controlar o processo de inspirar (shvasa) e expirar (prashvasa)
Patañjali, Yoga Sutra, II:49********

Observe um neném respirando enquanto dorme e testemunhe assim o ideal da nossa respiração para saúde.
O Pranayama é muito importante para a pratica de yoga, faz parte dos oito passos: yamas, niyamas, asana, pranayama, pratyahara, dharana, dhyana e samadhi.

Para BKS Iyengar, um passo tão importante que é necessário que o praticante se firme antes nos passos anteriores e principalmente que fortaleça o corpo através dos asanas para praticar Pranayama, ele instrui e declara bem sobre este detalhe e sobre sua experiência na obra Luz na vida, a saber:
“Só iniciei a prática do pranayama em 1944, quando fazia vários anos que ensinava yogasana. Talvez seja um alívio para você saber que, por pior que seja o seu pranayama, dificilmente será pior que o meu nos primeiros anos. Acordava às quatro da manhã e tomava café com minha esposa. Geralmente, acabava voltando para a cama. Quando não, depois de três ou quatro minutos, começava a arfar e tinha de parar. A capacidade dos meus pulmões ainda afetada em virtude da tuberculose na infância; além disso, eu sempre exigia demais de mim nas extensões de coluna. Ganhara flexibilidade com elas, mas não resistência. Por alguma razão eu perseverava, apesar do meu peito retesado e das dores musculares. Mesmo com as costas apoiadas na parede, minha respiração era pesada e difícil. Aos poucos comecei a perceber que, enquanto as extensões fortaleciam os músculos internos da coluna, as flexões para a frente desenvolviam meus músculos externos. Passei então a fazê-las, medindo o tempo para ganhar resistência. A dor era intensa, como se um malho atingisse minhas costas, e a sensibilidade persistia por horas depois disso. Concentrei-me também nas torções, para construir os músculos laterais. Tudo isso era muito frustrante, e, ainda que evitasse o abatimento que pode resultar da prática, eu me sentia terrivelmente inquieto. Não se pode fazer pranayama com a mente agitada. às vezes, sentia-me renovado; outras desalentado e tenso, já que nunca conseguia relaxar o cérebro na inspiração nem entender a necessária arte do controle do processo de expiração. A tenacidade consiste em sustentar a postura do pranayama de modo a permitir flexibilidade interna e evitar que o movimento do ar perturbe a postura. Felizmente, eu sabia manter a coragem e a determinação diante de sucessivos fracassos."

"O pranayama não é a respiração normal - nem simplesmente a respiração profunda. É a técnica de gerar energia vital pela fusão e dois elementos antagônicos: fogo e água. O fogo é o atributo da mente, e a água, o elemento que corresponde ao corpo fisiológico. A água apaga o fogo, e este evapora a água; não é fácil, portanto combiná-los. O ar que corre pelos pulmões é o que gera a corrente dinâmica que funde água e fogo e produz um fluxo energético de prana. Este se espalha pelo sistema nervoso e pela corrente sanguínea e assim se distribui pelo corpo, rejuvenescendo cada célula. O elemento terra que compõe o corpo, fornece o local físico para a produção de energia, e o quinto e mais sutil elemento, o espaço ou éter, oferece o meio necessário para a sua distribuição. A necessidade de um espaço harmonioso e simétrico explica a importância da coluna - pilar central do sistema nervoso - e sua musculatura de sustentação. Ao erguer e separar as 33 articulações da coluna vertebral e abrir as costelas como as garras de um tigre, aprofundamos e prolongamos a respiração."

“Se você de repente triplicasse a força da corrente elétrica que circula por sua casa, nem por isso a chaleira ferveria três vezes mais rápido que o habitual e as luzes triplicariam de intensidade. Você sabe que isso queimaria imediatamente todos os circuitos e não restaria nada. Por que seria diferente com o nosso corpo?! Por essa razão Patanjali claramente dizia que é preciso haver uma transição entre a prática de asanas e a de pranayama. Por meio dos asanas, os circuitos do corpo ganham força e estabilidade para resistir ao aumento da corrente provocada pela prática do pranayama”
(BKS Iyengar – Luz na Vida)


Acho que com as citações acima, posso encerrar estes (tantos) comentários, pois Guruji demonstra aqui a força e a potencia das exercícios de respiração e ainda dá o entendimento do porque Iyengar coloca pranayama depois dos asanas e com muita parcimônia.
Forte abraço.
Namaskar!

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