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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

RESENHA DO LIVRO A ÁRVORE DO IOGA: YOGA VRKSHA



A árvore, como protagonista-arquétipo da obra de Iyengar, revela muito a respeito de nós mesmos. 'A árvore do ser, a árvore da vida, a árvore conselheira, terapeuta e amiga'.

O tema central propõe a responsabilidade pessoal de cada destino com sua própria árvore. 'A Árvore do Ser precisa ser cuidada.' Através de palavras simples, claras e amigas, Iyengar nos leva pela mão e nos faz sentir que já é tempo de semearmos, de plantarmos, de nutrirmos e de sermos felizes. O leitor atento poderá descobrir uma parte da riqueza e da profundidade do Yoga, conduzindo-o da superfície da pele às profundezas da alma.

A verdadeira magia está dentro de cada um. Por sua própria experiência, o autor ensina como qualquer pessoa pode se beneficiar com a prática do Yoga, apoiando-se sempre em seus princípios básicos. É disso que essencialmente o livro trata: a volta ao básico, ao simples, à autêntica tradição do Yoga, fazendo referências aos antigos textos clássicos, tais como o Yoga Sutra de Patañjali, Hatha Yoga Pradipika, entre outros.

Considerável parte do livro é uma compilação de anotações e transcrições de aulas, palestras e sessões de perguntas e respostas ocorridas na Europa entre 1985 e 1987, servindo de complemento filosófico e prático para todo praticante de Yoga.

Antes de abraçar o Yoga, a raiz do meu ser estava fraca e pedia maior claridade. 'Se a raiz da árvore é fraca, ela mesma não pode ser forte', diz Iyengar. E eu decidi ouvir minha própria voz. Ao mesmo tempo em que via claro o caminho, também me acompanhavam as dúvidas. Curiosamente, frente a cada interrogação, aparecia um sinal. Foi assim que me apareceu a 'Árvore do Yoga'. As palavras de Iyengar me tocavam profundamente. Meu entusiasmo aumentava e meu espírito se elevava a cada frase que lia e relia. Era como bálsamo a fortalecer a minha prática. Passo a passo a cura começava. Foram horas de incansáveis trabalhos e posturas asanas, que produziram uma regeneração interna. Muitas vezes tomada pela angustia própria dos questionamentos de minhas possibilidades eu navegava entre os asanas sem questionar minha decisão de praticar. Cada asana invadia o centro do meu peito e das minhas entranhas. O contato tão íntimo e tão intenso com cada postura era uma comunhão entre corpo e alma, trazendo-me plenitude e meditação. Inspirava-me, emocionava-me, admirava a experiência e agradecia. Percebi que Yoga também é abertura e liberdade, integração, compreensão e comunicação. Em todos os níveis.

Iyengar, ou Guruji, como é carinhosamente conhecido por seus alunos, mestre indiano de Puna que criou um estilo de Hatha Yoga praticado mundialmente, leva-nos à mais profunda introspecção, a ouvir nosso interior através de longas permanências nas posturas e precisão no alinhamento. Além disso, é um filósofo prático e nos fala de sua experiência durante mais de 65 anos de ensino de Yoga.

Na primeira parte do livro, o mestre expõe seus pensamentos a respeito do Yoga e da vida, abordando os aspectos individuais e sociais do Yoga. O maior desafio, ensina, é ser fiel à própria evolução e desenvolvimento, sem abrir mão do caminho espiritual individual. Expõe como a prática do Yoga se relaciona com os diferentes estágios da jornada da vida: infância, amor e casamento, vida em família, velhice, morte e fé.

Num segundo momento, fala da árvore e de suas partes e mostra que, na disciplina dos asanas, todos os oito níveis do Yoga estão presentes. Yama cultiva os órgãos da ação para que possam agir com fins concretos, por isso são as raízes da árvore. Os princípios de nyama correspondem ao tronco da árvore. Os galhos da árvore são os asanas que irrigam todas as células do corpo, nutrindo-o com um abundante suprimento de sangue. As folhas estão relacionadas ao pra?ayama, a ciência da respiração. A casca refere-se a pratyahara, justamente o que acontece quando se está absorvido na execução de um asana e quando os músculos e as articulações se mantêm em repouso em suas posições; o corpo, os sentidos e a mente perdem a sua identidade, e a consciência brilha em toda a sua pureza. A seiva, que percorre os galhos e o tronco da árvore rumo à raiz, é dhara?a, concentração, ou atenção completa, quando nenhum pensamento invade a mente quando se executa um asana. A flor é dhyana, meditação, que, na execução das posturas, é unir o corpo, o cérebro, a mente, a inteligência, a consciência e a alma sem qualquer divisão. O fruto da árvore do Yoga é o samadhi, a vivência do uno e do absoluto, quando se mergulha tão profundamente no eu que esse mesmo eu é esquecido, quando a alma é sentida em todas e cada uma das partes do corpo.

Portanto, esclarece o mestre, é preciso tratar a terra, deixá-la fofa, livre das ervas daninhas, dar-lhe água e adubo para que a planta se desenvolva e cuidar de alimentá-la delicadamente para que a árvore cresça sadia e forte e dê frutos deliciosos. A essência espiritual da árvore está concentrada no suco de sua fruta, que é o ápice do seu desenvolvimento. Arrancamos o fruto e o saboreamos. O sabor pode ser sentido, mas não expresso em palavras. Da mesma maneira, a árvore do Yoga precisa ser cuidada e acompanhada em seus diversos estágios. Só assim seus resultados poderão ser apreciados. Em sua prática, a árvore do Yoga nos conduz, camada por camada, ao alcance da experiência para desfrutarmos do fruto do Yoga, que é vislumbrar a alma, e todos nós temos direito a esse vislumbramento!

Na terceira parte da obra, Iyengar trata de temas, como o Yoga sob o ponto de vista médico, a arte da prudência, entre outros. Na quarta, trata da essência do ser e sua viagem de retorno à semente e compara o desenvolvimento espiritual humano com o crescimento de uma árvore, da semente até sua maturidade. Na quinta parte, aborda o Yoga no mundo.

A intenção do livro é oferecer ao visitante aberto, sensível e ativo a possibilidade de confrontação, de comunicação e de diálogo. É uma proposta que se abre à essência mais íntima de cada ser.

MARIANA HEYDE RUPP
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Mariana ensina Yoga em Florianópolis.
Essa sua resenha foi originalmente publicada nas páginas 103 a 106 da edição nº 03, do Inverno de 2004, dos Cadernos de Yoga.
Fonte: http://www.yoga.pro.br/artigos/558/3023/resenha-do-livro-a-arvore-do-ioga-yoga-vrksha

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