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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Yoga no trabalho - As empresas perceberam que Yoga é uma excelente ferramenta para gerenciar o estresse e proporcionar saúde par

Por: Patrícia Ribeiro

Empresas descobrem os benefícios da prática e oferecem aulas para os funcionários

Dentro da sede de um grande banco, há uma intensa movimentação no 6º andar, quando se encerra o expediente. Não é nenhuma reunião importante, nem um evento. Um grupo de funcionários troca a roupa social e se dirige a uma pequena sala com roupas confortáveis e descalços. Às 18h30, sentam-se no chão, cruzam as pernas e começam a entoar o mantra Om. Essa situação pode parecer inusitada no ambiente corporativo, mas, aos poucos, está se tornando mais comum. Esta é uma das atividades do programa de qualidade de vida do Banco Real.


Cada vez mais, as empresas investem nesse tipo de iniciativa e já perceberam que o Yoga é uma excelente ferramenta para gerenciar o estresse, proporcionar bem-estar e saúde entre os funcionários. Ganha a empresa e ganham os trabalhadores, que se sentem mais valorizados e saudáveis.

Em um ambiente de muitas cobranças, prazos apertados, alta competitividade, relações conflituosas, ter aulas de Yoga no trabalho é um grande avanço e mostra que as empresas estão preocupadas em proporcionar aos funcionários não apenas saúde, mas também mentes saudáveis e valores humanos. Isso acaba gerando resultados no trabalho. Mais motivados e concentrados, os trabalhadores ganham autocontrole e criatividade. Ganham também os professores de Yoga, que encontram mais um canal para divulgar e plantar a semente do Yoga no coração das pessoas.

Yoga laboral

Muitos ainda acham que Yoga na empresa é sinônimo de Yoga laboral. É importante esclarecer que o conceito de ginástica laboral é um tipo de exercício realizado no próprio local de trabalho, que dura 15 minutos, com a roupa de trabalho, e por lei, deve ser orientado por educador físico. Tem a função de compensar, energizar ou relaxar o trabalhador exposto a um esforço repetitivo.

O professor Carlos Legal, do PYT (Programa de Yoga no Trabalho) e sócio da Legalas Desenvolvimento e Yoga no Trabalho, acredita que os efeitos dessas aulas são limitados. “Se o aluno quer melhorar condicionamento físico, flexibilidade, força, resistência, capacidade respiratória e refinar a concentração, qualquer professor responsável sabe que aulas de 15 minutos não gerarão o resultado esperado. Mas se a pessoa dispõe de apenas 15 minutos para respirar com mais consciência, alongar-se visando relaxar os músculos tensos, sem almejar maiores resultados, aí sim, pode funcionar.”

O potencial do Yoga para prevenir e aliviar lesões por esforço repetitivo recebeu atenção mundial nos últimos anos em parte por causa de estudo publicado em 1998 no Jornal da Associação Médica Americana, sugerindo que intervenções baseadas em Iyengar Yoga eram mais efetivas que práticas como usar talas no punho para aliviar os sintomas. No estudo, 42 pessoas com síndrome do túnel carpal fizeram parte do programa de posturas de Yoga para alongar, fortalecer e melhorar o alinhamento da parte superior do corpo, além de relaxamento, duas vezes por semana durante dois meses.

Comparado com o grupo que não fez as posturas, o grupo de Yoga mostrou melhoria da força no ato de segurar e redução da dor. De acordo com pesquisas da Isma–BR, que realiza pesquisas na área de gerenciamento de estresse,mais da metade das situações de afastamento do trabalho no Brasil estão relacionadas, direta ou indiretamente, ao estresse ou às doenças causadas por ele.

A princípio, as empresas procuram o Yoga como um meio de gerenciar o estresse ocupacional e combater o sedentarismo, porque perceberam que somente programas de ginástica ou Yoga laboral não eram o suficiente. “Temos percebido uma redução significativa em sintomas ligados ao estresse e aumento do nível de satisfação de aspectos como paciência, condicionamento físico, concentração, capacidade de relaxamento, entre outros. São itens valorizados no ambiente corporativo, pois influenciam a produtividade e a falta no trabalho por motivos de saúde”, esclarece Carlos Legal, que já implantou os programas de Yoga no Hospital Israelita Albert Eistein desde 2003, na Unilever desde 2005 e na Rochedesde 2006, todos em São Paulo.

A diferença entre o Yoga laboral e o Yoga no trabalho é que atualmente as empresas reservam uma sala para este fim, onde as pessoas participam das aulas com roupas apropriadas, praticam nos tapetinhos e usam acessórios de Yoga. Normalmente as aulas têm uma hora de duração, uma ou duas vezes por semana. Algumas empresas oferecem as aulas sem custo para os funcionários e outras adotam desconto em folha de pagamento e custeiam uma parte. Uma das razões porque o programa de Yoga faz sucesso nas empresas é essa. Como muitas pessoas não têm acesso ao Yoga – seja por desconhecimento ou até por

motivos financeiros –, fazer aulas a um custo reduzido ou de graça é uma motivação a mais. Mas é a praticidade de não ter de se locomover para fazer as aulas que leva muitos funcionários a aderirem ao programa. “Eu trabalho e estudo, não tinha tempo de fazer nada. Comecei a fazer Yoga dentro da empresa pela praticidade. Acabei me apaixonando pela prática”, diz a laboratorista Mariana Paz Magalhães, que trabalha no Hospital Israelita Albert Einstein. Sua colega de trabalho, a analista de laboratório Patricia Mayumi Matsuo, concorda e enfatiza que sua qualidade de vida melhorou com a prática. “Tenho dormido melhor, me sinto mais disposta e ativa e me interessei em aprofundar a prática com a leitura de livros e revistas.”

A professora Cristiane Barillari, que dá aulas no hospital, conta que muitas alunas perguntam sobre livros e revistas de Yoga que abordem a filosofia. “Tenho alunas que me contam que, após terem iniciado as aulas, a vida delas mudou, se sentem mais tranqüilas, dormem melhor e que os colegas de trabalho notam que se tornaram mais pacientes.” Um dado curioso é que no hospital o público é predominantemente feminino, por mais que se tenha divulgado que a prática

faz bem para homens e mulheres. “Acho que os homens não vão às aulas de Yoga por desconhecimento, vêem a sala cheia de mulheres e se sentem intimidados”, afirma Cíntia Ala Rodrigues, analista de RH, que ajuda a divulgar o programa no hospital.

As aulas de Yoga dentro das empresas não se diferem das ministradas em um estúdio. Os professores preparam as aulas enfocando pranayamas, asanas, meditação e podem dar uma pincelada sobre um ou outro yama ou nyiama. “Às vezes faço uma reflexão sobre algum tema durante a concentração no

início da aula ou no relaxamento, quando sinto necessidade, de forma sutil”, diz Cristiane.“No geral, os funcionários do hospital já têm uma carga de cobrança muito alta e falar sobre dar o melhor de si com contentamento (santosha) sobre o resultado pode ajudar a diminuir o estresse vindo da pressão no trabalho”, complementa.

Qualidade de vida

A mentalidade de obter lucro a qualquer custo, a valorização das máquinas em detrimento do ser humano são valores ultrapassados nas corporações. Hoje em dia elas estão preocupadas com a saúde e o bem-estar dos seus funcionários e alguns professores aproveitaram a oportunidade de levar o Yoga para o ambiente corporativo. “As empresas estão bastante abertas para propostas consistentes e que tragam benefícios para os funcionários. Acho que a comunidade do Yoga, assim como as publicações disponíveis e a ciência, têm conseguido formar boas referências de forma mais objetiva, sem mistificações e com uma linguagem mais acessível e jovial”, afirma Carlos Legal.

O Ciymam também está atuando nas empresas com aulas no Banco Real e no Credicard e Márcia de Luca, fundadora do centro de Yoga, divide a mesma opinião que Carlos. “As empresas que nos procuram já estão abertas para o conceito do Yoga. Por isso a importância de se fazer um trabalho profissional e de credibilidade. A continuação do projeto depende desse critério. Interessantes também são as palestras para introduzir o Yoga nas empresas. É preciso conscientizar as pessoas de que não é só uma prática física, mas uma filosofia de vida para ser praticada todos os dias”, complementa.

No Banco Real foi uma reivindicação dos próprios funcionários ter aulas de Yoga no trabalho. “Começamos o programa no início de 2006 e a adesão só foi aumentando. Hoje há cerca de 110 alunos na sede da Avenida Paulista e uns 50 alunos na unidade da Brigadeiro Luiz Antonio”, comenta Antonio Carlos Moreno, responsável pelo programa Vida Saudável da empresa. Além de aulas de Yoga quatro dias por semana, há práticas de meditação duas vezes por semana. “Queremos que nossos funcionários sejam pessoas mais equilibradas não só no trabalho, mas também na vida pessoal.” Tudo indica que o programa tem dado resultados. Uma das alunas mais empolgadas é a gerente de relacionamento Maria Luíza Morilla, que participa das aulas desde que foi implantado, há dois anos e meio. “Quando comecei a fazer as aulas, me apaixonei. Meus colegas de trabalho já comentaram que estou mais equilibrada, mais motivada. Até recebi elogios da minha chefe. Achei fantástica essa iniciativa do banco, acho que todo mundo sai ganhando, os funcionários e a empresa.” O analista sênior Antonio Carlos dos Santos, que começou a praticar há quatro meses, também percebeu os resultados. “Antes tinha síndrome do pânico, insônia, tomava remédios para ansiedade. Depois que comecei a fazer as aulas, durmo melhor, meu humor melhorou e até parei com os remédios.”

Carlos Legal afirma que ainda há uma visão distorcida por parte mundo corporativo do que é Yoga e como isso pode ajudar na qualidade de vida dos funcionários e beneficiar a empresa. “Creio que as maiores dificuldades são geradas, ainda, pelos próprios professores. Muitos ainda negligenciam o fato de que para trabalhar com empresas, é preciso constituir uma pessoa jurídica, saber cobrar um preço justo e alinhado com o mercado de qualidade de vida no trabalho, saber se comunicar com o empresário”, afirma. A secretária Lígia Mascarenhas, que trabalha na Dow Química, em São Paulo, conseguiu aliar sua profissão com o ofício de dar aulas de Yoga na empresa. “Fizemos um programa piloto e a aceitação foi tão grande que resolvemos continuar. Na abertura do curso trouxemos o professor de Yoga Marcos Rojo para dar uma palestra.” Hoje, 25 funcionários fazem aulas uma vez por semana em uma sala reservada.

“Os alunos procuram as aulas muito mais pelo fato de aquietarem a mente do que pelo interesse no trabalho com o corpo. No final das aulas, eles relatam que estão mais descansados, renovados e se sentem mais presentes”, conta. A economista Adriana Carvalho é uma das alunas que aprova o programa. “Tenho uma agenda bem corrida, foi ótimo essa iniciativa de ter aulas na empresa. Isso acaba se revertendo no trabalho, porque ficamos mais dispostos e saudáveis”, diz.

Foi o estresse que atraiu a gerente de negócios Cleide Oliveira a praticar Yoga na Dow Química. “Sou muito ansiosa, tenho enxaqueca e, além disso, fico sentada o dia todo, é muito bom ter uma hora para relaxar e acalmar a mente”, afirma.


Valores humanos no trabalho

Além da prática de asanas, há também iniciativas de implantar programas

que valorizam o lado humano e ético no ambiente corporativo. Com base nisso, nasceu o programa Valores Humanos no Trabalho, da Fundação

Brahma Kumaris. Um dos organizadores, Ken O’Donnel, explica como é.

Como funciona o programa Valores Humanos no Trabalho? O programa Valores Humanos no Trabalho (VHT) nasceu no final de 2004 a partir de experiências profissionais aliadas à prática de meditação e os insights que esta traz sobre o comportamento humano. O objetivo do VHT é trabalhar valores como confiar, respeitar, comunicar, cooperar, ser ético, motivar e lidar com mudanças. O programa visa fortalecer as qualidades inerentes ao ser humano, melhorar as relações de trabalho, reforçar a auto-estima e a motivação e despertar a criatividade. O VHT é baseado num programa

chamado Vivendo Valores nas Organizações (Vivo). Faz parte do Instituto Vivendo Valores e é direcionado para organizações que sabem que o sucesso depende da prática de certos princípios éticos e morais. Os dois programas foram desenvolvidos para resgatar valores pessoais e transformar não apenas o indivíduo, mas contribuir para a transformação de organizações.

Quais são os objetivos e os resultados alcançados com este programa?

O VHT é oferecido em nossas escolas de Brahma Kumaris como parte de sua programação regular, ou na forma de uma série de workshops nas empresas. Por ser um programa voluntário, não se coloca como o salvador de problemas da área de recursos humanos, que requerem algo muito mais profundo e sério, com começo, meio e fim, diagnóstico e acompanhamento. Já foi realizado com sucesso em uma das Federações de Indústria, na Polícia Militar em um dos estados e numa grande montadora de ônibus. Sem dúvida, as relações de trabalho e de contato com os clientes e a comunidade melhoraram.

Quais as dificuldades para negociar a implantação do projeto nas empresas?

A grande dificuldade é convencer as empresas não apenas da necessidade do programa, mas como introduzir o assunto. A segunda dificuldade é encontrar pessoas dispostas a serem exemplos do programa dentro da empresa. No mundo caótico de alta tecnologia, em que tudo fica limitado por prazos e resultados, as empresas preferem que seus empregados sejam dinâmicos, competentes e decididos. Inspirar que as pessoas sejam melhores como seres humanos é uma preocupação secundária. Portanto, temos de mostrar que boas relações de trabalho ajudam as empresas a serem mais eficientes nas suas atividades.

Você se baseia nos yamas e nyiamas do Yoga? Como trabalhar esses conceitos no ambiente de trabalho? Embora o programa não especifique yamas e nyiamas e use uma linguagem apropriada a empresas, ele certamente é permeado por esses conceitos. Apelamos aos indivíduos para encontrarem as forças dentro de si para fazer as melhorias necessárias na sua relação com si próprios, com os colegas e com o trabalho. Em cada workshop introduzimos uma prática de ser o observador desapegado (aparigraha – desapego). O workshop sobre ser ético aborda asteya (não roubar). Os workshops sobre confiar e respeitar falam de ahimsa (não-violência) e satya (veracidade, não mentir) no tratamento dos clientes e colegas. Em tudo, inspiramos que as pessoas adotem práticas pessoais mais saudáveis.

http://yogajournal.terra.com.br




2 comentários:

  1. Que matéria legal! Só gente fera!
    Já trabalhei com o Carlos Legal!
    Seriedade total e ótimos resultados para os funcionários das empresas.

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  2. Lu querida, Obrigada por participar e compartilhar. Bjs

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